Na vivência da equipe Adolpho Porto, o maior desafio do idoso diabético é executar o plano terapêutico: memória, moradia solitária, efeitos adversos e alimentação.
Elaborado a partir da vivência da equipe, com análise segundo o Planejamento Estratégico-Situacional (MAPP) e priorização pela Matriz TUC (2025-2026).
Em atendimentos da equipe, pacientes retornavam com glicemias muito elevadas apesar do tratamento prescrito — valores capilares entre 200 e 300 mg/dL e, em situações mais graves, HGT acima de 400 mg/dL. Uma paciente com hemoglobina glicada inicialmente altíssima demonstrou resposta às intervenções, porém ainda com descontrole importante.
A intensificação farmacológica, isoladamente, não resolvia. Em outros pacientes, a metformina foi interrompida pelo próprio usuário devido à diarreia — efeito adverso que, não identificado e manejado, comprometeu por completo a adesão.
“As orientações alimentares precisaram ser adaptadas à realidade de cada paciente. A recomendação genérica de fazer dieta mostrou-se pouco efetiva quando não se consideravam hábitos alimentares consolidados, condição financeira, rotina familiar e compreensão sobre quais mudanças seriam realmente possíveis.”