Justificativa · Por que intervir

A falha terapêutica não está na prescrição — está no dia a dia.

Na vivência da equipe Adolpho Porto, o maior desafio do idoso diabético é executar o plano terapêutico: memória, moradia solitária, efeitos adversos e alimentação.

Fase exploratória · diagnóstico do problema

Problema, fatores e consequências

Elaborado a partir da vivência da equipe, com análise segundo o Planejamento Estratégico-Situacional (MAPP) e priorização pela Matriz TUC (2025-2026).

Problema identificado
Descontrole glicêmico persistente no idoso com DM2
Falha do plano alimentar
Baixa adesão ao seguimento
Fatores que influenciam
Esquecimento da medicação (declínio de memória)
Polifarmácia; efeitos adversos não manejados (ex.: diarreia com metformina)
Moradia solitária; hábitos alimentares consolidados
Orientação genérica não pactuada; ausência de cuidador
Consequências
HbA1c persistentemente elevada
Risco de complicações crônicas e internações evitáveis
Hiperglicemia de repetição; frustração do paciente e da equipe
Perda de consultas; agravamento silencioso; busca tardia por urgência
Caso clínico de destaque

Em atendimentos da equipe, pacientes retornavam com glicemias muito elevadas apesar do tratamento prescrito — valores capilares entre 200 e 300 mg/dL e, em situações mais graves, HGT acima de 400 mg/dL. Uma paciente com hemoglobina glicada inicialmente altíssima demonstrou resposta às intervenções, porém ainda com descontrole importante.

A intensificação farmacológica, isoladamente, não resolvia. Em outros pacientes, a metformina foi interrompida pelo próprio usuário devido à diarreia — efeito adverso que, não identificado e manejado, comprometeu por completo a adesão.

15,3%13%
Hemoglobina glicada (HbA1c)
“As orientações alimentares precisaram ser adaptadas à realidade de cada paciente. A recomendação genérica de fazer dieta mostrou-se pouco efetiva quando não se consideravam hábitos alimentares consolidados, condição financeira, rotina familiar e compreensão sobre quais mudanças seriam realmente possíveis.”
Felipe Miranda Nascimento — Justificativa (fase exploratória)